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Employee Experience: O que é e por onde começar?

Employee Experience: O que é e por onde começar?

"Estamos trabalhando nisso há algum tempo, mas pra gente ainda não está claro como entregar uma boa experiência." Esse é o trecho de uma conversa real com um cliente! A sensação de não saber muito bem o que fazer para trabalhar a experiência do colaborador se repete quando converso com profissionais de RH que buscam criar práticas inovadoras de gestão de pessoas e proporcionar aquele "algo a mais" que está faltando para as pessoas.

 

Mas, realmente, como não pirar quando vemos definições de Employee Experience como essa: é um frame de trabalho centrado nas pessoas, que leva em consideração todos os momentos de interação entre o colaborador e a empresa. O meu objetivo aqui é exatamente te ensinar a dar os primeiros passos para fazer da sua empresa uma referência em experiência do colaborador. Um spoiler? Não vai ser criando um onboarding com realidade virtual ou uma sala colorida com cerveja à vontade. Não só isso, pelo menos!

 

Vamos começar com o que os livros dizem e, em seguida, irei compartilhar a minha experiência, de acordo com o que tenho visto implementando projetos com o intuito de criar novas relações entre pessoas e empresas.

 

Em uma série de estudos com centenas de profissionais e empresas que deram origem ao livro mais famoso sobre o tema (Employee Experience Advantage, ainda não traduzido para português), Jacob Morgan percebeu que os fatores que influenciam a experiência das pessoas nas empresas estão organizados em três frentes:

 

1. Tecnologia: É tudo o que as pessoas usam para fazer o trabalho, obter informação, se comunicar, etc. Isso inclui não só  plataformas de processos de RH, mas também sistemas como CRMs, sistemas financeiros, plataformas de comunicação interna. Aqui a preocupação é: o trabalho está sendo dificultado ou facilitado por esses fatores? É importante levar em consideração as necessidades das pessoas em relação a softwares e equipamentos, de forma alinhada ao requisitos do negócio. O objetivo é criar um fluxo de trabalho fluido e que apoie as pessoas no dia a dia.

2. Espaço físico: Tem a ver com o lugar em que as pessoas trabalham, o escritório. Decoração e layout devem traduzir os valores e o jeito de ser da empresa, tendo a missão de envolver e energizar as pessoas, fazer com que se sintam mais conectadas por se identificarem com o espaço, além dar opções para cada tipo de trabalho que precisam fazer. A tendência é que os escritórios sejam cada vez mais locais de experiência e de convivência, e menos espaços de trabalho corriqueiro como conhecemos hoje. Esse movimento está sendo impulsionado pela pandemia de coronavírus, na qual grandes empresas estão abrindo mão de seus espaços físicos como eram antes.

3. Cultura: Esse é o fator que, entre os três, mais pesa na percepção das pessoas, o mais relevante para elas! É a vibe da sua empresa, como as coisas funcionam e são feitas ali, os seus valores, como os negócios acontecem e as decisões são tomadas. Aqui, é importante entender o perfil, as expectativas e as necessidades das pessoas em relação ao que não é físico. Isso significa a forma como elas são tratadas pela empresa, o senso de propósito e de pertencimento, a valorização, o bem-estar e a gestão como um todo.

 

Então, na hora de pensar na experiência do colaborador é fundamental compreender como é possível atender suas necessidades nessas três frentes. Mas antes de tudo isso, a empresa precisa ter um propósito que vai além de metas financeiras, deixando claro para todos sua razão de existir e o impacto que ela gera para as pessoas que tem como público. A conexão das pessoas com o negócio é de extrema relevância e, para isso, a clareza de propósito é decisiva! 

 

Uma outra ideia bem interessante que o Jacob Morgan traz é sobre o que é Employee Experience para cada envolvido:

  • Começando pelo RH: É a jornada do colaborador com a empresa, seus pontos de contato e o desenho que é feito para que tudo aconteça.

  • Para o colaborador: É como a vida dele acontece todos os dias. É a realidade dele no trabalho, quer alguém tenha pensado nisso ou não. 

 

E o que o colaborador quer dessa vida?  Na busca por entender o que realmente importa para ele, temos realizado entrevistas com centenas de colaboradores, de diferentes tipos e portes empresas. Uma pergunta simples e relevadora tem nos indicado a resposta: O que é um dia bom de trabalho para você? E o que é um dia ruim?

 

O que as pessoas querem são contextos de trabalho nos quais elas gostem de estar, que acrescente experiências relevantes em suas vidas e no qual elas tenham um impacto real. Mas, isso você já viu em outras publicações com esse tema, certo? O que mais tem chamado a nossa atenção é que um bom dia de trabalho sempre tem a ver com:

 

CONSEGUIR TRABALHAR BEM, FAZER O QUE SE PLANEJOU, BATER SUAS METAS E ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS 

 

Você viu algo sobre jogar uma partida de videogame no puff da sala de descompressão? Brincadeiras à parte, esse tipo de ação pode sim ter um impacto, como dito anteriormente, mas só se fizer sentido para a sua empresa e, principalmente, sendo parte de um contexto de apoio ao sucesso dos colaboradores como pessoas e profissionais.

 

Sendo assim, a base do Employee Experience é criar ações, projetos e políticas que ajudem as pessoas a terem sucesso dentro da empresa, apoiando-as efetivamente no alcance de seus objetivos. O primeiro passo para que isso seja possível é entender o que é importante para os seus colaboradores dentro da sua empresa! Você já parou para pensar nisso? Indo além... Você já perguntou isso diretamente para eles?

 

A partir desse entendimento claro, você poderá desenvolver soluções que realmente façam sentido e impactem positivamente a vida das pessoas, aumentando satisfação e engajamento. Agora está mais claro o que é o Employee Experience? Espero que a partir desse momento, você esteja preparado para começar criar experiências incríveis para os seus colaboradores!

 

Falando nisso, eu faço parte do time da WeCare, uma plataforma de reconhecimento que tem como objetivo ajudar as empresas a entregarem boas experiências aos colaboradores.  Se você quiser conhecer mais o nosso trabalho e trocar experiências, deixa seu comentário aqui embaixo. Vai ser ótimo compartilhar mais!

 

BE A CHANGE MAKER
Carol Schwartz
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Prazer, eu sou a Carol! Apaixonada por gestão de pessoas e uma profissional changemaker. Adoro tudo que envolve inovação no RH e o que me move é trabalhar pelo propósito de transformar a relação entre as pessoas e as empresas.

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